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set 04, 2017 blogsadm Laboratorios y gases especiales Sem comentários

Como definir uma instalação de gases para o seu laboratório de análises?

Dentro das diferentes casuísticas que encontramos nas nossas instalações, sabemos que não é a mesma coisa gerir um projeto de laboratório de análises, de uma central piloto ou de, por exemplo, uma indústria farmacêutica. Desta vez, falaremos sobre o mais habitual em laboratórios de análises e qualidade. Nos pontos seguintes, aprofundaremos outro tipo de instalações.
Quando pensamos em montar um novo laboratório de análises, a experiência indica-me que surgem muitas dúvidas por parte dos utilizadores:

  1. Como defino a instalação?
  2. De que preciso?
  3. Que legislação ou regulamentação é aplicável?
  4. Que considerações de segurança devo contemplar?

Para poder enfrentar estas perguntas, vou ajudá-los a estruturar por onde começar e, assim, ir desenvolvendo convosco. Penso que esta é a melhor forma de responder à pergunta formulada hoje no blogue.

A primeira coisa que devemos perguntar-nos é:

Como pretendo trabalhar?

O que parece uma pergunta simples torna-se difícil de responder. As respostas que nos vêm à mente são: comodamente, de forma segura, como me ensinaram anteriormente… As respostas que me deram ao longo dos meus anos na Nippon Gases têm sido das mais variadas.
Mas, aprofundando mais a questão, faço sempre a reflexão seguinte ao cliente, perguntando de outra forma: o que não gosta da forma como trabalha agora? Aí começa a surgir a ideia do que será o seu laboratório em matéria de gases… Comece o projeto!
Nesta etapa de definição, as coisas aparentemente irrelevantes ganham importância:

  • Que altura tem a sua equipa?
    Isto serve-nos para começar a definir a ergonomia da instalação para a sua utilização. Se tiver pessoal com altura média de 1,6 m, não coloque os postos de trabalho a 1,8 m. Não vão conseguir alcançá-los bem (terão de utilizar uma escada para poder utilizar o redutor de pressão, pelo que teremos um problema de segurança por possíveis quedas, incómodo ergonómico…). Se existir alguém em cadeira de rodas, não pode colocar a deteção de deficiência de oxigénio a 1,4 m de altura, devendo estar um pouco mais baixa para cobrir toda a faixa…
  • Quer dar variabilidade à instalação? Há previsão de novos investimentos? Na área em que trabalha, há possibilidade de nova legislação a aplicar?
    Se tiver respondido de forma positiva a qualquer das perguntas anteriores, deve ser definida uma instalação que permita uma rápida ampliação ou alterações, sem obstaculizar o trabalho diário.
  • Onde situar o consumo e o fornecimento de gases?
    Depende de onde consumimos gases e de que gases utilizados farão falta em sistemas de deteção e ventilações adequadas.
    E muitas mais observações…

Quando tivermos os parâmetros de definição, falaremos do que precisa.
Esta parte é sempre mais variada: sabe que precisa de um cromatógrafo, mas… com ou sem FID? Quantas horas trabalhará, muitas / poucas? Pode parar a sua instalação? De que pressão necessita o equipamento? Que caudal precisa? Toda esta parte permite definir como serão os elementos mecânicos da instalação, a canalização, uma central simples, uma central automática…

Para esclarecer quaisquer dúvidas, contacte o nosso especialista em laboratórios e gases especiais aqui.